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COUTO MIXTO LAMADARCOS MANDIN

UM POVO UMA FALA

COUTO MIXTO LAMADARCOS MANDIN

UM POVO UMA FALA

IDEIAS SOBRE A ORIGEM DE MANDIM (SEM NENHUMA BASE séria, antes bem um enredo)

03.02.12, vero fillodateresa netodorevidas

Dizem que a ignorância é muito atrevida, neste caso eu sou consciente do atrevimento, pois o que tento com as ideias que exponho a seguir talvez seja uma reflexão em voz alta a respeito do que muitos de nós pensamos e, por vezes, temos falado no café ou na tasca.

 

Já tenho ouvido em várias ocasiões que o núcleo primitivo de Mandim é o do Canto dos Galegos. Eu discordo e digo, como alguns outros, que talvez seja no Castelo, onde os nossos ancestrais castrejos se assentaram, aproveitando o pequeno outeiro que dava proteção das animálias e dos povoados vizinhos, nas suas lutas pela sobrevivência em tempos de escassez.

 

Por outro lado, talvez o assentamento não estivesse no cume do outeiro. Ora, mesmo estando, ele estaria virado para a queda norte do outeiro, para se defender do vento, olhando para o regueiro que o abasteceria de água, deixando as terras melhores para a cultivo, e salvaguardado das cheias do inverno.

MANDIN HISTORICO

 

Mais um elemento importante poderia ser a implantação da atual igreja, que talvez seja uma melhora daquela que pôde existir em volta do século X, que por sua vez se superpunha no lugar onde eram localizados os santuários dos castrejos e depois dos priscilianistas (primitivos cristãos ainda influenciados pelas crenças primitivas, martirizados e perseguidos até a exterminação tanto fisicamente quanto da sua ensinança e práticas, sendo que o túmulo de Santiago na verdade poderia ser o de Prisciliano). De qualquer forma, isso também pode ser considerada uma autêntica loucura, pelo qual peço desculpa aos historiadores.

 

Mais um elemento poderia vir a ser o caminho de entrada e saída de Mandim, vindo de Tamaguelos. O caminho seria pelo Alto do Lugar, passaria pelas Corriças, cruzaria o Regueiro, subiria ao Castelo e seguiria para Lamadarcos. Por tudo isso, acho que o atual caminho ao Peto e ao Fundo do Lugar foi muito posterior, talvez com a chegada dos Gomez de Sabucedo e, posteriormente, os Árias (Aires de Lamadarcos) que foram os que repovoaram o Peto e o Fundo do Lugar.

 

CARA NOTE CENTRO H…cara norte CASCO VELHO

vista norte casco antiguo

 

No que se dí respeito ao Canto dos Galegos, eu entendo que deve ter sido o assentamento do fidalgo Tirso Galego e os seus irmãos, vindos de Osoño o redor do ano 1690. Eles encheram Mandim do apelido Galego, até essa altura inexistente. Será fácil perceber que uma família com meios (traziam o título de fidalgo, isentos de pagarem impostos, talvez pelo benefício do Caminho de Santiago) tenha feito o assentamento num espaço amplo e bem localizado, coisa que no Castelo não havia. Por isso, tiveram de dar o pulo para o Regueiro, e no espaço que vai do antigo Forno dos Garcia até a casa do Salgueiro fariam todo um conjunto, com airas incorporadas (as do canto dos atuais Garcia e as do lado do Forno, além das Corriças, que talvez tenham a ver com a guarda das castanhas), defendido pela altura, mas necessitados de novas terras en direçao a Forja.
Neste exercício de imaginação cabe também a Mirgadeira, mina de água que penso fosse utilizada muito no verão pois nunca secava, a contrário do volume do Regueiro que no verão seria muito reduzido.

 

CANTO DOS GALEGOS …CANELLA DAS HORTAS…

canto dos galegos e canella das hortas

 

Vêm à minha mente também os distintos fornos que havía em Mandim, cada bairro tinha o seu: o do tio Fueco do Castelo, o dos Garcias das Corriças, o da Tia Pita no Alto Lugar. Será preciso pesquisar mais neste assunto pois também nos poderá dar as chaves do desenvolvimento de Mandim.

 

CORRIZAS e fornoMIRGHADEIRA

corrizas e forno, mais a mirghadeira

 

Voltando ao Canto dos Galegos, são de salientar a construção de determinados muros que acreditam capacidade económica certa dos empreendedores. Posteriormente, esses muros foram utilizados para a construção da adegas, como a do tio Campanillas, ou do tio Salgueiro. Desta maneira os primeiros assentamentod dos galegos foram reutilizadas, quer dividíndo-as, quer construíndo anexos de ampliação para futuros descendentes, medrando assim o canto por fora dos muros iniciais.

 

PETO e casa tenda antonio arias
o peto, mais casa-tenda antonio arias



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